Família

Tiliaceae

Nome Comum

tília-de-folhas-grandes, tília-da-Holanda

Origem

Centro e sul da Europa e este da Ásia (desde a Península Ibérica até ao Cáucaso).

Tipo de Origem

alóctone

Autor

Scop.

Descrição

Árvore robusta de 30 m ou mais de altura, de copa ampla e regular. Porte piramidal, tronco direito e forte, com casca cinzenta, lisa ou finamente fendida longitudinalmente nos exemplares mais velhos. Ramos de cor cinzento-avermelhados ou esverdeados, cobertos de pêlos quando jovens. Folhas grandes, amplamente ovadas ou arredondadas, cordiformes e um pouco assimétricas na base, com a margem finamente serrada e com as nervuras, até às de última ordem, muito marcadas na página inferior. São alternas, sobre longos pecíolos, formando duas fiadas ao longo dos ramos; têm uma cor verde intensa na página superior e um verde mais claro na página inferior onde comportam alguns pequenos pêlos esbranquiçados, formando tufos no encontro das nervuras; na página superior são completamente desprovidas de pêlos. As flores dispostas em cimeiras pendentes de 1 a 6 flores, são pequenas, de cor branca, creme ou amareladas, muito aromáticas, com um duplo envolvimento de 5 sépalas e pétalas livres, estas mais longas e estreitas, abertas em forma de estrela; têm um grande número de estames livres ou um pouco unidos na base formando fascículos. O fruto é seco e indeiscente (carcérulo ou núcula), ovóide, percorrido por 5 cordões salientes, longitudinais e muito pubescentes; tem uma só cavidade e contém 1 a 3 sementes.

Tipo de Reprodução

hermafrodita

Forma de Vida

árvore

Ínicio de Floração

junho

Fim de Floração

julho

Perenidade

caducifólia

Inflorescência

cimeira

Cor da Flor

amarelo

Tipo de Folha

simples

Inserção de Folha

alterna

Margem da Folha

serrada

Limbo da Folha

ovado

Tipo de Fruto

carcérulo

Consistência do Fruto

seco

Maturação do Fruto

setembro

Habitat

Na sua área de distribuição natural, surge em bosques caducifólios, normalmente com outras espécies de folhosas, como a faia, a aveleira ou os bordos, em vales e encostas sombrias, com clima húmido e solos preferencialmente calcários, desde o nível do mar até aos 1700.

Observações

Na Península Ibérica estende-se pelas montanhas do norte e centro. Cultiva-se com frequência, por ser uma das árvores que proporcionam uma sombra agradável e reproduz-se com facilidade por estaca ou mergulhia, se bem que apresenta um crescimento um pouco lento.

A tília era conhecida com o nome da Tilia pelos Romanos, nome de origem incerta, que alguns autores pensam derivar do grego ptilon, que significa asa, pela bráctea que acompanha as flores e facilita o transporte dos frutos. Os gregos chamavam a tília de Philyra, por ser este o nome da filha do Oceano, mãe de Centauro Quirón, convertida em tília por Rea; com esta mesma denominação era conhecida a casca interna da árvore, entre os Romanos, empregada no fabrico de pergaminhos utilizados para escrever. A doença mais importante que atinge a tília manifesta-se pela queda precoce das folhas durante o Verão. Esta doença é provavelmente fisiológica e ocorre na maioria das vezes nas plantações de rua perto de edifícios onde a temperatura das folhas se eleva muito pelo calor. As doenças nas folhas e as manchas no tronco podem causar sérios danos, especialmente nas árvores plantadas. Os afídios e aranhas, por vezes causam graves danos. As infeções causadas pelos afídios resultam numa fuligem no orvalho que cai das árvores. As aranhas atacam as árvores preferencialmente em períodos secos durante o Verão.

Aplicações

Muitas são as qualidades das tílias, algumas delas bastante conhecidas, como a propriedade calmante da infusão das suas flores e brácteas; a casca considera-se colerética (com capacidade de facilitar o esvaziamento da vesícula biliar) e emprega-se nas infecções hepatico-biliares, atribuindo-se a esta, no passado, muitas outras virtudes permanecendo apenas, as propriedades vasodilatadora e antiespasmódica (acalma espasmos e convulsões). Esta mesma casca, posta de molho, servia para a obtenção de fibras empregadas na confecção de cordas. A madeira é macia, leve, de textura fina e uniforme, quase desprovida de marcas, de cor castanha clara, excelente para ser talhada, pelo que terá sido a preferida pelos escultores e fabricantes de estatuetas; muito fácil de trabalhar, com ela se confeccionavam grande quantidade de utensílios domésticos e o seu carvão era apreciado para fabricar pólvora e para desenhar.

38 Exemplares no Parque


Porte


Folha


Flor


Fruto


Tronco