Família

Oleaceae

Nome Comum

alfenheiro-do-Japão, alfenheiro, alfena, alfeneiro, ligustro

Origem

Este da Ásia (China, Coreia e Japão).

Tipo de Origem

alóctone

Autor

Aiton

Descrição

O alfenheiro-do-Japão é uma árvore frondosa, de ramos estendidos e ramagens salpicadas de poros brancos, de tronco cinzento ou cinzento-escuro. Folhas perenes, opostas, de 8 a 12 cm de comprimento, oblongo-ovadas, afuniladas no ápice, grossas e coriáceas, avermelhadas quando jovens e posteriormente verde escuras, muito brilhantes na página superior e mais claras na página inferior. Flores pequenas, brancas ou cremes, intensamente perfumadas; corola tubular com 4 lóbulos estendidos; dispostas em panículas piramidais até 20 cm de comprimento. Os frutos são globosos, esféricos (drupas), azul-escuros com 4-6 mm de diâmetro.

Tipo de Reprodução

hermafrodita

Forma de Vida

árvore

Ínicio de Floração

junho

Fim de Floração

julho

Perenidade

perenifólia

Inflorescência

panícula

Cor da Flor

branco

Tipo de Folha

simples

Inserção de Folha

oposta

Margem da Folha

inteira

Limbo da Folha

oblongo-ovado

Tipo de Fruto

drupa

Consistência do Fruto

carnudo

Maturação do Fruto

setembro

Habitat

Ocorre nas orlas de florestas e de zonas agrícolas, muitas vezes junto a linhas de água. Espécie com uma ecologia muito variável, colonizando facilmente habitats ruderais, algo perturbados.

Observações

O ligustro (Ligustrum lucidum) é muito resistente a todo o tipo de clima e solo, é de crescimento rápido, suportando sem problemas podas drásticas. É uma espécie que se cultiva frequentemente como ornamental, pela sua agradável folhagem. O nome genérico, Ligustrum, era já utilizado pelos Romanos e foi mantido por Lineu; segundo alguns autores deriva do vocábulo latino ligare, que significa atar, por os seus ramos terem sido utilizados com este fim. O restritivo específico lucidum significa brilhante, alusivo às folhas lustrosas. Multiplica-se por sementes a as variedades por enxertos. Suporta muita bem a poluição, sendo por isso utilizado em grandes centros urbanos. É frequente utilizar as cultivares ‘Aureovariegatum’, de folhas matizadas de amarelo e ‘Macrophyllum’, de folhas um pouco maiores.

Aplicações

São várias as aplicações dos ligustros. As folhas dos Ligustrum sp. são de paladar amargo e têm-se usado como medicinais pelas suas propriedades adstringentes (contraem os tecidos, os capilares, os orifícios e tendem a diminuir as secreções das mucosas) e na prisão de ventre; também se atribuem propriedades adstringentes às flores e frutos, juntamente com as propriedades refrigerantes, embora alguns autores, não aconselhem o seu uso interno. As suas folhas dissecadas e reduzidas a um pó fino, constituem a alfena, utilizada como corante. Por isso o Ligustro é também conhecido por alfenheiro. Também os frutos fornecem uma matéria corante negra, avermelhada, que de acordo com alguns autores, ter-se-á utilizado para dar mais cor aos vinhos. A madeira de alguns ligustros, por exemplo, do Ligustrum vulgare, é dura e elástica, pelo que se fabrica com ela pequenos objectos torneados; com os seus ramos confeccionavam-se cestos, de forma análoga ao vime, já que se assemelham a este, na flexibilidade.

160 Exemplares no Parque


Porte


Folha


Flor


Fruto


Tronco