Família

Hamamelidaceae

Nome Comum

liquidâmbar, árvore-do-estoraque

Origem

América do Norte e Central (Sul dos E.U.A, México e Guatemala).

Tipo de Origem

alóctone

Autor

L.

Descrição

O liquidâmbar é uma árvore que pode alcançar, no seu local de origem, 40 m de altura, de tronco direito, casca acinzentada, grossa e fendida nos exemplares mais velhos e produz ramos desde a parte inferior do tronco. Os ramos e ramagens mais ou menos encurvados têm umas tonalidades amareladas ou avermelhas, que em conjunto formam uma copa estreita, piramidal e de folhagem. Folhas alternas, caducas, longamente pecioladas, com pecíolo de 6 a12 cm, palmatinervas, com 5 a 7 lóbulos profundos acuminados e finamente serrados, truncados ou cordiformes na base, de limbo com 10 a 18 cm de comprimento; são brilhantes, lisas, emanando um odor a bálsamo quando rompem, com uma coloração verde escura na página superior e verde mais clara na página inferior, tomando várias tonalidades sucessivas antes da queda. Flores pequenas, unissexuais, esverdeadas, reunidas em inflorescências globosas sobre um pedúnculo delgado; as masculinas em racimos, as femininas em inflorescências globosas pendentes. Os frutos são pequenas cápsulas que se reúnem em glomérulos espinhosas de uns 3 cm de diâmetro e sobre longos pedúnculos; cada cápsula encerra 1 ou 2 sementes aladas.

Tipo de Reprodução

monóica

Forma de Vida

árvore

Ínicio de Floração

fevereiro

Fim de Floração

maio

Perenidade

caducifólia

Inflorescência

glomérulo

Cor da Flor

verde

Tipo de Folha

simples

Inserção de Folha

alterna

Margem da Folha

serrilhada

Limbo da Folha

palmatilobado

Tipo de Fruto

cápsula

Consistência do Fruto

seco

Maturação do Fruto

dezembro

Habitat

Espontânea por todo Este dos Estados Unidos até às montanhas do Centro e Sul do México e zonas altas da Guatemala. Prefere solos frescos e encharcados, que favorece o aparecimento de colorações outonais mais intensas. Há registos de que terá sido introduzido na Europa provavelmente em 1681.

Observações

O nome vulgar desta árvore, liquidâmbar, procede do nome científico do género. Este nome científico tem uma origem que produz confusão. Desde tempos remotos que se conhece o âmbar como uma resina fóssil procedente de coníferas e muito utilizado em joalharia. Nos países ribeirinhos da parte Oriental do Mar Mediterrânico, existe uma árvore que quando se corta a madeira e a casca, exsuda um líquido resinoso e de agradável odor, os árabes dão-lhe o nome de âmbar e os gregos styrax. Lineu designou esta árvore de "Liquidambar orientalis", do latim "liqueo", que significa destilar e do árabe âmbar. Mais tarde quando designou a árvore que tem vindo a ser descrita, designou-a de "Liquidambar styraciflua" de "styrax" e do vocábulo latino fluere que significa fluir. Liquidambar provém de liquidus  = líquido e ambar = âmbar, alusivo à resina aromática que se obtém da sua casca. Styraciflua significa rico em substâncias gomosas.

O Liquidambar styraciflua L., prefere os solos frescos, incluindo húmidos mas não encharcados, onde adquire colorações outonais das suas folhas, mais decorativas e duradouras, do que nos locais secos. É geralmente indiferente quanto à natureza dos terrenos. Resiste bem ao frio, mas é conveniente situá-lo em locais abrigados. 

Aparece por todo o este dos Estados Unidos, chega até às montanhas do Centro e Sul do México e até às zonas altas da Guatemala. Foi introduzido na Europa provavelmente em 1681.

Em Serralves, a alameda conhecida vulgarmente por Álea dos Liquidâmbares é dos locais mais apreciados do parque pelo efeito cromático das suas folhas ao longo do ano.

Aplicações

A madeira do liquidâmbar é de cor castanho-avermelhada, de textura fina e uniforme, moderadamente dura, pesada, rígida e resistente aos golpes, é difícil de secar e torce-se com alguma facilidade. Esta madeira tem um elevado valor comercial e é utilizada para muitos fins nos Estados Unidos, em móveis, marcenaria de interiores, tanoaria, caixas, embalagens e por vezes comercializa-se com o nome de nogueira acetinada. Também se utiliza na indústria de contraplacados e para obtenção de pasta de papel. No passado, era importada para a Europa e era amplamente utilizada, actualmente apenas é usada no seu local de origem. Fazendo-se uma incisão no seu tronco obtém-se um bálsamo com odor a baunilha, de consistência sólida utilizado em medicina, para preparações terapêuticas e como fixador no fabrico de perfumes. Na maior parte dos países, como em Espanha por exemplo, a sua principal utilidade é a ornamental devido principalmente à cor vermelha da sua folhagem no Outono, estando localizado especialmente perto da água.

83 Exemplares no Parque


Porte


Folha


Flor


Fruto


Tronco